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O que fazer e comer em Curitiba em um tour de 24h

Um simples pedido do nosso primogênito, e a gente acatou. O desejo dele era ir para Curitiba, passar a noite em um hotel e passear por lá. Isso aconteceu nos últimos dias de férias dele, em julho. Meu marido precisou viajar por quase duas semanas. Quando ele retornou, o Davi só fez esse único pedido, para poder aproveitar o finzinho das férias.

Só tínhamos um porém. Por causa da viagem do marido, só conseguiríamos ir no domingo e retornar na segunda. Em Ponta Grossa, 26 de julho é feriado da padroeira da cidade, a Senhora Santana, e caiu na segunda-feira.

E aí veio o dilema: o que fazer em Curitiba, chegando quase no fim da tarde de domingo e numa segunda-feira? Buscamos no Google, em páginas no Instagram, mas tudo o que tinha de diferente, ao nosso ver, estaria fechado na segunda: Zoológico, Museu do Automóvel, um parque super legal com trampolins, atrações em chácaras… enfim, parecia algo sem sucesso.

Mas buscamos o que parecia óbvio, porém, com outro olhar. Parecia óbvio pra nós, porque moramos em Curitiba por quase 3 anos, antes do Davi nascer. Então, já conhecíamos muita coisa. Mas, quando olhamos com o olhar de uma criança, passamos a enxergar diferente.

Foi aí que pensamos… Por que não compartilhar esse roteiro com quem também adora fazer um passeio rápido em Curitiba? Foram pouco mais de 24 horas, suficientes para nosso filho dizer: “vocês realizaram meu sonho de férias”. Tão simples e cheio de amor! Então, vamos lá?

1. Escolha do hotel

A primeira coisa que nós fizemos, antes de ir pra Curitiba, foi a escolha do hotel. Adoramos usar o Booking (acesse aqui) para fazer reservas, porque eles têm um sistema de fidelidade. Quanto mais você reserva por ele, mais selos ganha, mais descontos têm. E se você fizer a reserva pelo app, mesmo sem selos, você consegue descontos exclusivos pelo celular. Alô, Booking, aceitamos parcerias para testar hotéis e gastronomia por aí #ficaadica.

Nós reservamos um hotel onde não tivemos uma experiência muito bacana desta vez, apesar dos funcionários super atenciosos e queridos. Por isso, não vamos recomendar por aqui. Porém, o app a gente recomenda muito. Já reservamos em vários locais do Brasil e no exterior também, inclusive recebendo cashback.

2. Cascata no Tanguá

Nós tivemos um almoço em Ponta Grossa naquele domingo, então, chegamos em Curitiba por volta das 16h30, bem pertinho do pôr do sol. Como já tínhamos o roteiro em mente, fomos direto para um parque apreciar o fim do dia. Para não entrar na cidade, colocamos no maps para encontrar o melhor caminho para nos levar até o Parque Tanguá.

No domingo, os parques em Curitiba ficam lotadaços, mas vale a pena insistir, encontrar uma vaguinha pra ver o pôr do sol no Tanguá. Paramos primeiro na parte de baixo do parque (não se engane, porque o parque tem duas partes). 

Na parte de baixo, você consegue ver a cascata sobre os paredões e o lago, além de todo o gramado do Tanguá. Rende fotos maravilhosas com esse cenário ao fundo, ainda mais se usar algumas pedras pelo caminho para selfies e retratos. Aproveite e tome um caldo de cana. Ou um chopp no bistrô.

Pose da família toda, tirando a máscara apenas para a foto!

3. Pôr do sol no Tanguá

Você leu o texto anterior sobre o pôr do sol, mas não falamos sobre ele, né? Ali era uma dica do que você deve fazer antes de subir lá no lugar de onde cai a cascata. Você pode ir a pé pela trilha de caminhada, mas, como estamos com nosso bebê de 2 meses, optamos por pegar o carro e estacionar lá em cima, para ser menos cansativo. Vale dizer que o estacionamento é gratuito nas duas partes do parque.

Chegamos praticamente no momento exato do pôr do sol. Nos aproximamos da cascata, mas chegamos a conclusão de que o lugar mais lindo pra vê-lo e fazer fotos é da escadaria. Fica uma galera sentada lá, apreciando esse momento divino! É de tirar o fôlego, principalmente no céu de inverno, né?

Antes ainda do sol se esconder inteiramente, fomos adiante, próximo à cascata, para apreciar o céu alaranjado mais de perto. Se você tem vertigem, não vá, pois o piso é em grade, onde você enxerga embaixo. A vista é maravilhosa! Só aí já valeu nossa viagem relâmpago.

O Tanguá fica na Rua Oswaldo Maciel, no Pilarzinho. Se você quer conhecer e vai sem carro, tem ônibus da Linha Turismo que para lá. Clique aqui para saber mais.

Estávamos lá embaixo. Essa é a vista do alto da cascata.

4. Rodízio de pizza

Saindo do parque, fomos para o hotel fazer check in, deixar a mala e nos arrumarmos para irmos comer. Já tínhamos também o lugar certo: a Pizzaria Mercearia Anos 30. Adorávamos ir lá quando moramos em Curitiba entre 2011 e 2013.

Ainda em Ponta Grossa já havia visto o valor do rodízio, se abria no domingo, como estava a situação relacionada à Covid-19. Tudo certo, fomos, porque tínhamos certeza que o Davi ia amar.

E amou, nunca comeu tanta pizza! O cardápio do rodízio é vasto. Muitas opções de pizzas salgadas, inclusive uma de barreado sensacional. E variedade grande de pizzas doces, como kit kat, açaí, inclusive mini churros com várias coberturas. Uma delícia! Vale muito a pena. 

Aos domingos, quartas e quintas, o rodízio é R$ 46,95 por pessoa. Às segundas e terças, R$ 41,95. Às sextas e sábados, R$ 52,95. Crianças até 4 anos não pagam; de 5 a 10, pagam R$ 22,95. Rodízio para bariátrico é R$ 29,90, apresentando a carteirinha. A Pizzaria Mercearia Anos 30 fica na Avenida Iguaçu, 3645, no Água Verde.

5. Parque Barigui – patinete, capivara e natureza

Quando estávamos saindo de Ponta Grossa, o Davi insistiu que queria levar a bicicleta pra passear no parque. Por mais que o porta-malas do nosso carro seja de um tamanho bom, uma bike ocupa tudo o que a gente precisa de espaço. Foi aí que o meu marido teve a ideia de levar o patinete, mais compacto e fácil.

No dia seguinte, logo após tomar o café da manhã no hotel, seguimos para o Parque Barigui. Mas não entramos pela parte que todo mundo costuma ir, usamos a entrada que segue por uma rua estreita e cheia de árvores. Achamos linda essa parte!

Use essa entrada para o Parque Barigui e se surpreenda com o caminho.

Paramos o carro por lá, pegamos o carrinho do Daniel, o patinete do Davi e seguimos sem pressa de ser feliz. Pense numa criança realizada, que andava com toda liberdade que há muito tempo não tinha, por estar mais fechado em casa, por conta da pandemia. Respirar ar puro, com toda aquela tranquilidade de uma segunda-feira no parque, aquele lago enorme, em família… Que delícia!

Logo avistamos as capivaras e fomos mostrar para o Davi, que nunca tinha visto. Claro, Felícia do jeito que é, queria passar a mão nelas. Não deixamos, mas achou uma fofura todas juntas tomando banho de sol. Quem não acha fofos esses “hamsters gigantes” (como um dia disseram os estrangeiros), né?

Andamos bastante pelo parque, ficamos embaixo das árvores, nos banquinhos, até encontrarmos o que vem a seguir.

6. Parque Barigui – Jardim de Mel 

O Parque Barigui era um destino certo, mas o que nos surpreendeu foi o Jardim de Mel que encontramos por lá. Já ouviu falar dele?

Em Curitiba, existem mais de 50 locais na cidade com caixas que abrigam colônias de abelhas sociais nativas sem ferrão. Elas são responsáveis pela polinização de cerca de 90% das plantas brasileiras.

O Jardim de Mel é um excelente lugar para mostrar às crianças a magia da natureza. As abelhinhas entram e saem das caixas, fazendo sua principal função. Faz até a gente lembrar do filme Bee Movie. Por ali, também tem uns banquinhos de cimento em formato de colmeia para dar aquela relaxada.

Esses Jardins de Mel podem ser visitados pelo público, sem risco de ser picado. No Parque Barigui, são 5 caixas com 5 espécies diferentes de abelhas: guaraipo (Melipona bicolor), manduri (Melipona marginata), mandaçaia (Melipona quadrifasciata), jataí (Tetragonisca angustula) e mirim (Plebeia sp.). Existe até uma placa explicando cada uma ali no local. Você pode saber mais detalhes sobre elas e onde encontrar outros jardins como esse clicando aqui.

Olha as abelhinhas ali tentando entrar na caixa.

7. Atrações em shoppings

7.1. Almoço no Outback

Dali do Parque Barigui, para otimizar nosso tempo, fomos almoçar no Park Shopping Barigui. Até gostaríamos de ir a outro lugar, mas queríamos aproveitar o máximo o passeio, sem perder tempo no trânsito.

Lá, almoçamos num restaurante que adoramos (e que deveria ter em Ponta Grossa! Fica a dica para investidores/empreendedores): o Outback. Esse foi um pedido do Davi, que queria um prato do menu kids: o clássico Mac’n Cheese. Ou seja, macarrão com creme de queijo e suco de laranja. Hoje, com 7 anos, ele já come o prato todo, mas antes levávamos embora o que sobrasse. Esse prato sai por R$ 37,90.

O Outback não é um restaurante barato, mas como não é sempre, a gente se dá esse luxo. Eles servem pratos enormes, fora o pãozinho australiano com manteiga de entrada, cortesia da casa, que não pode faltar. Os pratos principais variam de R$ 55 a R$ 70, servindo uma pessoa. Quando o Davi tinha uns 2, 3 anos, eu dividia o meu macarrão com ele, porque realmente vem muito.

Vale dizer que, durante a semana, tem lunch menu. Isso significa que a salada caesar é de graça como entrada. Ela é bem apimentada, mas coma porque é muito boa! Como as bebidas têm refil, você não vai passar sede. A gente sempre pede chá gelado, especialmente o de cranberry. Aliás, a maior parte dos pratos vai pimenta. Se você não é muito fã, informe o garçom para dar uma reduzida. Veja o cardápio aqui pra você se programar.

7.2. Diversão no térreo

Saindo do Outback, que fica no Park Gourmet, descemos ao térreo. Sabíamos que estava rolando uma atração para as crianças, onde eles sempre montam a árvore de Natal. Era um circuito de escalada e aventura.

Com toda a segurança, seja por Covid ou porque o esporte exige, ele seguiu pra se divertir. Vinte minutos foram R$ 35, mas deu mais tempo, porque estava bem tranquilo por ser uma segunda-feira.

Olha o Davi lá em cima, de verde.

A dica que a gente quer deixar aqui é pra sempre dar uma olhada nas atrações dos shoppings. Sempre tem algo que é voltado às crianças e elas podem se divertir muito. O Davi saiu dessa aventura dizendo de forma extasiada: “venci meu medo, venci meu medo de altura”. Algo simples que o tocou profundamente!

8. Bosque Zaninelli

Isso já era umas 15h. Então, fomos para outro parque da cidade: o Bosque Zaninelli, que fica dentro da Unilivre (Universidade Livre do Meio Ambiente). Este já era um desejo da gente, pois só havíamos visto por fotos e vídeo, nunca tínhamos ido.

O Bosque Zaninelli fica na mesma região do Parque Tanguá. Mas então por que não fomos no mesmo dia? Porque chegamos na hora do pôr do sol, então, realmente não dava tempo. Como o inverno escurece mais cedo, ficaríamos no escuro logo. Mas você pode se programar e fazer os dois no mesmo dia.

Assim como o Parque Tanguá, você não paga para entrar. O local era usado para exploração de granito, em 1947. A área se regenerou naturalmente, o que originou esse paredão e o lago.

O bosque também tem uma construção em madeira de eucalipto de 15 metros de altura. É maravilhoso ver toda essa composição. Lá embaixo, ainda tem o auditório ao ar livre, que rende fotos lindas, além de ótimos momentos de reflexão.

Auditório ao ar livre

O Bosque Zaninelli fica na Rua Victor Benato, no Pilarzinho. A Linha Turismo também passa por lá.

9. Goodies Bakery

Nossa última parada, por volta das 17h, foi a Goodies Bakery do Ahú. Lugar perfeito pra você saborear um mini cupcake. É dos deuses! São fofinhos, deliciosos e com sabores como Madero, com doce de leite e frutas vermelhas. Veja aqui o cardápio.

Nós pedimos 2 mini cupcakes, 1 cookies, 1 brigadeiro de colher, um café e 1 milkshake temático azul com bala fini. Tudo deu R$ 68. É uma doceria linda, fofa, com um ambiente muito agradável. Vale a visita, que encanta não só as crianças, como os adultos também.

A loja do Ahú funciona todos os dias, das 12h30 às 18h, na Rua Brasilino Moura, 382. Para as mamães que tem babies, tem trocador. Tem lojas ainda no Batel, no Shopping Palladium e no Jockey Plaza.

Rápido, mas com qualidade!

De lá da Goodies, saímos em direção a Ponta Grossa. Os dois filhotes foram dormindo até chegar em casa. O baby ainda não entende, então, provavelmente teremos que fazer algo assim daqui alguns anos. Mas o Davi amou tudo, tudo!

Uma viagem rapidinha como essa faz a gente refletir como vale a pena realizar simples desejos. Esperar ter dinheiro para ir a um resort, viajar para o exterior quando o dólar ou o euro baixar, ir para o nordeste… Claro, tudo isso vale muito a pena, ainda mais a gente que ama viajar.

Mas, às vezes, esquecemos de olhar para o que o simples pode proporcionar. Foi um momento muito importante para nossa família, que ficou registrado na memória, nas fotos e no nosso coração, que há tempos precisava de um quentinho como esse!