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Lagoa Azul e Chácara Sant’Ana: um passeio completo a 1h40 de PG

Tanta gente nos pergunta sobre passeios diferentes para se fazer aos fins de semana com a família, principalmente ao ar livre durante a pandemia. Isso nos faz buscar destinos e aventuras novas, para trazer cada vez mais conteúdo de turismo por aqui.

Em uma viagem a trabalho a Curitiba, acabamos tendo que nos hospedar em Campo Largo, devido à lotação na capital naquele dia. Um hotel muito bom, por sinal, com um café da manhã delicioso e preço sensacional. Foi no Hotel Campo Largo Comfort, por R$ 180 a diária de sábado para domingo.

A princípio, passaríamos o domingo em Curitiba, mas optamos por fazer diferente. Uma amiga nossa havia ido a Campo Magro recentemente, e nos encantamos pelas fotos. Era a Lagoa Azul. Buscamos no Google a distância, cerca de meia hora do hotel. O dia estava abrindo, então esse passeio ia ser perfeito. E foi uma delícia!

Depois de uma enquete em nosso instagram, vimos que o pessoal também se interessou por esse destino. Por isso, decidimos contar todos os detalhes desse passeio completo em Campo Magro, a 1h40 de Ponta Grossa.

O encanto da Lagoa Azul

Como chegar

Antes de pegar a estrada, ative o GPS que te leva à Lagoa Azul, em Campo Magro. Isso porque, se você deixar para fazer somente pertinho do local, você corre o grande risco de ficar sem sinal e não saber para onde está indo. A internet não pega em boa parte do caminho naquela região.

Saindo de PG, você pega a BR-376 em direção a Curitiba e passa pelos dois pedágios normalmente, chegando a BR-277 (Rodovia do Café). Logo após o Posto Quinta, existe um viaduto. Você deverá pegar a saída à direita, contornar a rotatória e passar sobre o viaduto, na Rodovia Engenheiro Raul Azevedo Macedo, para seguir viagem pela PR-510. A estrada é de pista simples. Próximo à Lagoa Azul, existe um trecho de terra.

A entrada é R$ 10 por carro e R$ 5 por moto. Você para no estacionamento, que está em construção, e paga no quiosque que fica no mirante de um trilha curta de nível fácil. Neste mesmo quiosque, você compra as fichas para passear de caiaque, para fazer um safari pelas cachoeiras gêmeas, além de salgados, doces e bebidas.

E como surgiu a Lagoa Azul? 

Se você tem a impressão que surgiu do nada, que não fazia ideia deste destino, é mais ou menos isso. A Lagoa Azul era, na verdade, uma pedreira. Em uma das explosões com dinamite para retirada das pedras, o solo foi perfurado tão fundo que chegou ao lençol freático, inundando o local. Foi assim que nasceu esse oásis.

Quando isso aconteceu, a pedreira foi desativada. Muita gente ia ao local para nadar, pois ficou aberta. Porém, ela é muito profunda (70m). Com isso, ocorreram muitos casos de afogamento e morte. Hoje, o banho é proibido!

O local agora é oficializado como Parque Ecológico Campo Mago, sem o “r” mesmo, para remeter à magia que ele proporciona. Já está se transformando num espaço de visitação completo. Existe todo um projeto em execução, que prevê um investimento de R$ 100 milhões.

O que encontrar por lá?

Hoje, o local está aberto para visitação, com entrada cobrada por carro, conforme já informamos aqui. Logo no estacionamento, já vê os vestígios de obras. À frente, está a pedreira com a Lagoa Azul. Neste ponto, você está no nível das águas.

Porém, recomendamos começar o passeio por cima. É só fazer uma trilha bem simples, de alguns metros, até o quiosque. Quando chegar lá, vai encontrar algumas mesas, poltrona, para que você possa curtir a vista.

Quando fomos, ainda não tinha algum tipo de muro ou contenção para evitar quedas. Dali, já é o penhasco. Então, muito cuidado ao fazer fotos!

De cima, é lindo demais. Você consegue ver a cor exata da água, se encantar com aqueles paredões. Com o céu azul, fica ainda mais reluzente! Não dá vontade mais de sair dali. É um silêncio, uma paz. Existe uma outra trilha de maior dificuldade, onde você pode ver mais do alto essa paisagem.

Mas quando você desce, o visual é surpreendente. Você se sente minúsculo diante do gigante paredão de 100 metros. A água verde te seduz. Se possível, faça o passeio de caiaque. É R$ 10 por pessoa para ficar por 10 minutos. Podem ir até dois no mesmo, mas cada um pagando o seu ingresso e com coletes salva vidas disponibilizados na hora.

A sensação de estar lá no meio é indescritível! A água é muito cristalina e calma. Você escuta a sua própria risada, pois faz eco. Tinha até um patinho fazendo companhia. Foi demais!!! Esta parte do passeio você não pode deixar de fazer.

Tem ainda o safari para conhecer as Cachoeiras Gêmeas e tomar banho nessas águas. O transporte é do local (existe um custo). Este nós não fizemos, mas já queremos voltar e fazer numa próxima. Outra atração são os esportes radicais. A cada 15 dias, é possível fazer rapel e rope jamp, com uma equipe especializada. Os valores variam de R$ 50 a R$ 180, conforme o esporte escolhido.

Horário de funcionamento

O horário de visitação é aos fins de semana e feriados, das 9h às 17h. Leve filtro solar, repelente, boné, proteção para as crianças, porque fica bem quente.

Diversão e gastronomia na Chácara Sant’Ana

Depois de sair de lá, fomos almoçar na Chácara Sant’Ana, ainda em Campo Magro. Estávamos indo para lá, quando nos ocorreu que deveríamos ligar para saber se tinha de fazer reserva. Por causa da pandemia, muitos locais estão trabalhando neste formato.

Ligamos e, por sorte, uma família tinha acabado de desistir do passeio. Com isso, conseguimos entrar. Não fazíamos muito ideia do que íamos encontrar, mas tínhamos pesquisado alguma coisa, claro.

Chegando lá, nos deparamos com um parque de diversões rural. A Chácara Sant’Ana é um espaço muito bem aproveitado, com diversas opções para a família toda, especialmente as crianças.

Eles oferecem almoço, café colonial, passeio a cavalo, tirolesa, arvorismo, espaço pet com monitor, pesca, pedalinho, cama elástica, além de várias redes espalhadas, onde você pode descansar.

Chegamos direto para almoçar. Logo na entrada, eles dão uma comanda com todas as opções e já explicam o funcionamento. Neste momento, você já pode optar por comprar os passes para a diversão. Tem a opção de Day Use, de comprar os passes de forma individual ou passe livre para recreação. Nós optamos pelo almoço, pelo passeio a cavalo e pelo pedalinho.

O almoço é bem caseiro. Existe um buffet de quentes e frios, além de costela de chão. Tudo muito organizado, seguindo às normas de segurança contra a Covid-19. As bebidas você pede nas mesas ao garçom. Ficamos curiosos com o café colonial, porém, precisávamos voltar a Ponta Grossa antes das 17h. Vai ficar para outro momento.

Quanto à diversão, tanto no pedalinho quanto no passeio a cavalo enfrentamos uma fila pequena. Mas quando a gente vê o sorriso da criança se realizando com tudo é porque o passeio valeu muito a pena. É legal ir com mais tempo para aproveitar, porque é um lugar delicioso para curtir com a família.

Serviço

Telefone: (41) 3677-6576

WhatsApp: (41) 99833-1632

Endereço: R. João Dilceo Stival, 300 – Jardim Bom Pastor

Site: http://www.chacarasantanapr.com.br

Abertura da Chácara: 10h

Almoço: 11h30 às 14h30 

Café colonial: 15h45 às 17h30

Encerramento: 17h45

Valores do que utilizamos (vide demais valores na foto acima):

Almoço – R$ 65 por adulto 

Almoço + Recreação Criança 4-11 anos – R$ 45

Suco Polpa Jarra – R$ 15

Pedalinho – R$ 15